Debatidas atribuições do Samu e Bombeiros
A Câmara Municipal de Brusque realizou uma sessão extraordinária na noite de quinta-feira (16). Dela participaram o coordenador regional do Samu, Douglas Ortiz, e o comandante do Corpo de Bombeiros de Brusque, capitão José Gamba Junior. Ambos foram convidados para explicar aos vereadores as atribuições de cada órgão que comandam.
Gamba apresentou um relato sobre a capacidade técnica de atendimento da corporação, que possui dois quartéis em Brusque e um em Guabiruba, e atende, além das duas cidades, o município de Botuverá. Da frota, passando pelo número de efetivo até as estatísticas de ocorrências em acidentes de trânsito, maior índice de atendimentos feitos pela equipe. "Nossa prioridade é efetivamente o trauma. Sejam acidentes de trânsito, domésticos, de trabalho ou queda de nível", explicou ele ao se referir à atuação de seu grupo.
O médico Douglas Ortiz falou sobre a proposta de criação do Samu, problemas que o mesmo enfrenta em Brusque, como a falta de sinal nas ligações via celulares, pois o contato da central, localizada em Balneário Camboriú, com a base em Brusque, acontece dessa maneira. "Quando a ambulância está no hospital de Azambuja, por exemplo, temos muita dificuldade. Precisamos ligar para lá e pedir para falar com nossa equipe", disse ele.
Entre os questionamentos feitos pelos vereadores estavam a falta de efetivo no Corpo de Bombeiros, a implantação do sistema de motolância no Samu, além da falta de equipamentos de serviço, como o aparelho desfibrilador.
Sobre o efetivo dos Bombeiros, o capitão Gamba disse que há uma nova turma sendo formada, mas que não será o suficiente para atender a demanda de todos os municípios. "Se for feita uma distribuição igualitária, ainda assim teremos no máximo um soldado para cada um dos mais de 90 municípios que tem operações do Corpo de Bombeiros".
Quanto à sugestão do serviço de atendimento ser feito através de moto, o coordenador do Samu apresentou razões pós e contras a iniciativa. A favor da mesma estaria a maior agilidade no deslocamento do serviço até o paciente. Mas, Ortiz, embora tenha tentado se mostrar em cima do muro a respeito da proposta, deixou explicita a discordância. "Ela é só uma moto. Então, se houver necessidade de conduzir esse paciente, ela não vai poder fazer. Precisará do apoio de uma ambulância", frisou o médico, apontando ainda para os riscos de acidentes sofridos pelo profissional que se deslocar ao socorro, através do uso de uma motocicleta.
Por fim, o coordenador do Samu disse que tinha a informação, repassada pela secretária de Saúde da prefeitura, Cida Belli, de que a equipe do Samu na cidade possuía já o aparelho desfibrilador, utilizado nas situações e paradas cardíacas para reanimar a vítima. Entretanto, foi rebatido pelos vereadores de oposição, que alegaram não ser verdade a situação.
Também na sessão desta quinta-feira, os vereadores deveriam ter votado um projeto de lei de suplementação orçamentária da prefeitura. ou seja, que permite o remanejamento de recursos dentro do planejamento feito pelo Executivo. A proposta não entrou em pauta e deve ser discutida na sessão de terça-feira (21).



